12/06/2017 às 22h13
Redação
Campo Grande / MS
Após o presidente Michel Temer (PMDB) negar a espionagem do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), baixou o tom de suas declarações e disse que “não adotará qualquer providência”, que “não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República” e que “o tema está, por ora, esgotado”.
“A ministra presidente do STF não adotará qualquer providência sobre a notícia de que estaria havendo escuta ou medida irregular contra ministros do Supremo. O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido [espionar Fachin]. Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República”, afirmou em comunicado emitido nesta segunda-feira.
No sábado, logo após a veiculação da reportagem, a ministra emitiu uma nota na qual dizia ser “inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o STF, contra a democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”. “O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça”, afirmava. “Se comprovada a sua ocorrência, em qualquer tempo, as consequências jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido, como determinado pelo direito.”
Também no sábado, em comunicado, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República disse que “o presidente Michel Temer jamais “acionou” a Abin para investigar a vida do ministro Edson Fachin”. “O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei”, dizia a nota.
A reportagem de VEJA revelou que o governo acionou a Abin para bisbilhotar a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe que possa fragilizar sua posição de relator da Lava Jato. O pecado de Fachin, aos olhos do governo, foi ter homologado a explosiva delação do dono da JBS,Joesley Batista, que disparou um potente petardo contra o governo Temer. A investigação da Abin, que está em curso há alguns dias, já teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS.
Sábado, 10 de junho
© Foto: Reprodução Nota da ministra Cármem Lúcia no sábado (10)
Segunda-feira, 12 de junho
© Foto: Reprodução Nota da ministra Cármem Lúcia de segunda (12)
FONTE: Veja
Há 14 minutos
Agenda: Sessões solenes e curso aos servidores estão previstosHá 27 minutos
STF avalia assumir funções próprias do TSE durante campanha eleitoralHá 32 minutos
Para Verruck, Porto Murtinho vive resgate do papel histórico de centro logísticoHá 49 minutos
Sob Lula, patrocínios de estatais sobem 52,5% e chegam a R$ 1,6 bilhãoHá 60 minutos
O preço do populismo